Retroceder nunca, render-se ... jamais!

Os nascidos nas décadas de 70 e 80 com certeza se lembrarão desse filme e outros do gênero. Jean Claude Van Dame era o astro do cinema em 1990 e arrasava com seus golpes e a famosa abertura de pernas entre duas cadeiras ou no parapeito de uma varanda. Lembram disso? O roteiro desses filmes era sempre o mesmo: uma ação do adversário  derrubava Van Dame que ficava prestes a perder a luta, mas de repente, o golpe fatal acontecia e ele vencia o inimigo. Hoje independente de você ter visto esse ou outros filmes do tipo, eu gostaria de dedicar esse título para os “bons professores”que resistiram bravamente aos desafios impostos pela pandemia! Vocês foram “Van Dames”, e apesar de abalados, deram e ainda estão dando muitos “golpes fatais” que os levarão a alegria do resultado esperado 😊.                                                                                                                         

Diante de tudo o que a escola /educação / professores / funcionários estão passando nesse ano, e sabendo que muitos estão cansados e sem esperança, espero apresentar através de um personagem bíblico bem conhecido, uma mensagem de chamado, de encorajamento e de esperança. O personagem é o apóstolo Pedro.

  • Pedro era pescador. Ser pescador naquele tempo e sociedade era ter um emprego sem valor. Embora muito importante para a comunidade, não tinha reconhecimento. Certamente Pedro não era rico e não tinha a recompensa justa por seu trabalho pesado. As pessoas não davam muito valor pra ele. Mas... Jesus o viu! Em Mateus 4.19 e 20 diz assim: “Jesus lhes disse: Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens. Eles abandonaram imediatamente as redes e o seguiram.”

Tem muita semelhança do trabalho de Pedro com a docência em nossa sociedade, não é mesmo? Mas, saiba que Jesus continua olhando para nós. Ele tem um chamado individual para cada um de nós e para o trabalho que fazemos. Ele valoriza nosso trabalho e, assim como chamou um pescador, Ele também convida professores para O seguirem. Resta saber se e o quanto estamos dispostos a segui-LO!  

  • Pedro era bom no fazia, mas apesar disso, enfrentava dificuldades. Deve ter acontecido várias vezes e em todas elas, Pedro deve ter pensado: “puxa, eu faço isso há tanto tempo! Eu conheço o mar, eu entendo de peixes, da influência da lua, das técnicas e ferramentas, e porque não está funcionando hoje?” Pois é, naquele dia, a competência de Pedro foi inútil, e a intervenção do poder de Jesus, fez toda a diferença no resultado.

Essa é a lição: há momentos que a nossa competência, nosso esforço e dedicação com nosso trabalho, diante da escola, pais e alunos, fica totalmente dependente da intervenção divina. Não desanimemos por isso! Ao contrário, nos apeguemos Aquele que tem poder e que está disposto a ajudar. Sim, Jesus foi até o mar socorrer, convidar e dar propósito na vida de Pedro... creia que Ele também vai na sala de aula nos ajudar em nosso trabalho. *A pescaria de Pedro foi bênção para ele e para muitos. Assim também será quando Jesus visitar a sala de aula: seremos abençoados(as) e a bênção alcançará muitos (alunos, familiares, funcionários da escola). Jesus tem estado em nossa sala de aula? Seja ela virtual ou presencial? Temos pedido ajuda de Jesus para as dificuldades?

  • Pedro tornou-se discípulo de Jesus. Ele aceitou seguir Jesus e foi com tudo que ele era (pescador, impulsivo, e imagino que até com cheiro de peixe impregnado na pele ☹) Nesse tempo com Jesus e com os outros discípulos há relatos preciosos de como Pedro se posicionou dizendo: “sei que tu és o Cristo!”, de como ele andou (ou tentou) andar sobre as águas, e também de sua intrepidez ao defender Jesus cortando a orelha do guarda romano. Mas também há o relato que esse mesmo “homem” Pedro teve medo ou vergonha (ou os dois) e negou ser amigo de Jesus.

Como tem sido nossa caminhada com Cristo na escola e na sala de aula? Dependendo do conteúdo, temos sido cristãos, mas se for num assunto mais espinhoso, temos nos calado ou negado nossa amizade e conhecimento de Deus? É facil ser amigo de Jesus no momento de louvor na igreja ou cercado de outros discípulos. Mas como temos reagido quando a pergunta de um aluno, dos pais ou até mesmo de outros colegas professores exige que mostremos o nosso relacionamento com o Cristo crucificado? Temos medo/vergonha e acabamos negando nosso compromisso, ou temos sido leais ao nosso Salvador? Vivemos um tempo de posicionamento. A ACSI falou sobre identidade todo esse ano! Temos sido educadores que se identificam com Cristo? Os alunos sabem e veem no trabalho e na postura a identidade/a marca do Evangelho? Temos entendido que Jesus nos chamou para continuar sendo professores, mas que agora não somente para transformar o futuro do aluno nessa terra, mas para semear para a eternidade? São questões importantes para pensar se você aceitou o convite de ser um seguidor de Cristo! 

  • Pedro, ah Pedro! Depois de tudo que viu e viveu com Jesus durante 3 anos... você volta ao mesmo Mar da Galileia para pescar peixe? Foram tantos milagres, conversas, viagens, refeições, promessas.... e você quer ser só mais um pescador! A Bíblia diz (Leia João 21) que após a ressurreição Jesus vai encontrar com o velho amigo Pedro. A cena se repete: um habilidoso pescador frustado com o resultado de seu esforço, uma voz que diz: jogue a rede do outro lado, e finalmente, redes cheias de peixes. Pedro reconhece a ajuda divina. E, de impulso (ele continua sendo Pedro, né?), se joga no mar e vai nadando para encontrar o amigo, o Senhor, o Cristo, Filho do Deus vivo! Eles comem como tantas vezes, eles conversam. Pedro se sente aceito pelo amigo que ele havia traído, e Jesus novamente pergunta se Pedro quer segui-lo, mas o faz agora de forma muito mais profunda.
    Pedro, você me ama? É a pergunta de Jesus. O ainda impulsivo (e com certeza, fedido a peixe) Pedro responde: Amo! Jesus,então, dá a missão: apascenta minhas ovelhas! Após responder 3 vezes a mesma pergunta de Jesus, Pedro entende a dimensão do compromisso assumido, e nunca mais voltou ao mar. Pedro nunva mais se acovardou. Pedro deu a vida por Jesus. Pedro se tornou pedra!

Jesus continua a fazer essa pergunta: Educador cristão,  você me ama? Me ama mais do que você ama o seu próprio conhecimento e entendimento? Me ama mais do que a ciência que você ensina? Me ama mais do que o trabalho e desgaste que alunos, famílias e a própria escola dão a você? Me ama ao ponto de permanecer professor sem receber o devido mérito? Me ama ao ponto de ser ridicularizado por defender e ensinar as minhas verdades? Essa é a missão! Ensine meus filhinhos a andarem na verdade (3 Jo 1.4).  Professores comuns, há vários! Professores por chamado, por vocação divina, só aqueles que ouviram o convite, largaram tudo e decidiram seguiram a Cristo, e por isso são chamados de PROFESSORES CRISTÃOS! Tão importante quanto ensinar contéudos acadêmicos, nós ensinamos as Verdades do Deus Criador.

Diante dos desafios de 2020 e dos anos que virão, embora abalados pelos golpes do adversário, estajamos prontos para lutar por Cristo e com Cristo, na certeza de fé, que já sabemos o final. Que esse seja um lema que permaneça em nosso coração: Retroceder nunca, render-se jamais.... temos ovelhas de Jesus para apascentar! E um dia, as entregaremos ao bom pastor.  

OBS: No ínicio do ano, escrevi um artigo comparando a nossa vida escolar com a aventura de um passeio na montanha russa. Altos e baixos, emoções diversas, valores e conceitos sendo testados. Confesso que nunca pensei que a analogia e os exemplos seriam tão pertinentes ao ano de 2020. Que montanha russa de emoções e de realidade vivemos, não foi mesmo? Segue o link do artigo da montanha russa.  https://acsi.com.br/component/content/article/135-blog-noticias/100-segura-na-mao-de-deus-e-vai?Itemid=435   


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