Terça, 07 Maio 2019 15:59

Mães como Débora

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Naquele dia, cantaram Débora e Baraque, filho de Abinoão, dizendo: Desde que os chefes se puseram à frente de Israel, e o povo se ofereceu voluntariamente, bendizei ao SENHOR. Ouvi, reis, dai ouvidos, príncipes: eu, eu mesma cantarei ao SENHOR; salmodiarei ao SENHOR, Deus de Israel. Saindo tu, ó SENHOR, de Seir, marchando desde o campo de Edom, a terra estremeceu; os céus gotejaram, sim, até as nuvens gotejaram águas. Os montes vacilaram diante do SENHOR, e até o Sinai, diante do SENHOR, Deus de Israel. Nos dias de Sangar, filho de Anate, nos dias de Jael, cessaram as caravanas; e os viajantes tomavam desvios tortuosos. Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel. Escolheram-se deuses novos; então, a guerra estava às portas; não se via escudo nem lança entre quarenta mil em Israel. Meu coração se inclina para os comandantes de Israel, que, voluntariamente, se ofereceram entre o povo; bendizei ao SENHOR. Vós, os que cavalgais jumentas brancas, que vos assentais em juízo e que andais pelo caminho, falai disto. À música dos distribuidores de água, lá entre os canais dos rebanhos, falai dos atos de justiça do SENHOR, das justiças a prol de suas aldeias em Israel. Então, o povo do SENHOR pôde descer ao seu lar. Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os que te prenderam, tu, filho de Abinoão. (Juízes 5.1-12)

 

Eu, Débora, me levantei; levantou-se uma mãe em Israel

(Jz 5.7b)

 

Ainda não sou mãe no sentido literal da palavra – que gerou um filho biológico ou no coração por meio da adoção. Mas acredito que todas as mulheres em algum momento da vida, são ou foram mães sem ser propriamente. Quem nunca foi mãe de amiga, de irmãs, de irmãos? Eu sinto um pouco mãe das minhas irmãs e amigas. Não o tempo todo, mas há situações em que exercemos a maternidade para amparar pessoas. Isto é lindo também. A Bíblia nos conta sobre uma mulher que se levantou como mãe de uma nação que estava desagradando a Deus ao seguir outros deuses. Israel estava dia a dia se comportando como filho rebelde e sem controle. Débora, que era juíza (líder) de seu  povo e profetisa, tomou para si a responsabilidade de pôr ordem naquela confusão.

 

Era uma mulher com muitas habilidades, que mediava conflitos e também, estava à frente de batalhas. Além de tudo isso, louvava a Deus. Hoje lemos seu cântico, convocando o povo  a também cantar ao Deus da vitória. Como é maravilhoso quando uma pessoa usa o que tem de melhor para servir a Deus. Nós temos características especiais, habilidades únicas, dons e talentos que podem ser usados para fazer a vontade de Deus onde quer que estejamos. Para isso, é preciso estar atento às necessidades ao nosso redor e permitir que Deus nos use.

 

Seja como mãe natura ou no sentido simbólico, Deus nos levanta agora como “Déboras”. Não podemos fugir da missão privilegiada de ser alguém que faz história no tempo que se chama hoje. A todas as amigas que estão lendo esse texto – mães naturais, mães de coração, mães que perderam seus filhos, mães de famílias mães de amigas, mães de irmãs, mães de instituições, mães que lideram: parabéns. Deus escolheu você. Deus me escolheu. Gerando no útero ou não, Deus nos levanta com mães para sermos usadas com poder e graça.

 


Texto extraído de:

Presente Diário – Edição Especial – Leituras devocionais
Texto do dia 12 de Maio de 2012 – Mães como Débora
Publicação da Rádio Trans Mundial