Débora Muniz

Débora Muniz

 

Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. (Leonardo da Vinci)

 

A qualidade da educação está atrelada à qualidade dos professores. Por isso, o aperfeiçoamento e a busca contínua de aprendizagem (do professor) é fator determinante no seu desempenho profissional.

Como o próprio nome diz: formação continuada é um processo, não pode, portanto, ser confundida com a participação em um evento único e isolado, como: uma palestra, ou mesmo a participação em um congresso ou simpósio, por exemplo. Porém, é importante destacar que eventos são momentos riquíssimos de acesso a conteúdos relevantes e, muitas vezes, inéditos para o professor; bem como oportunidades únicas de convivência e trocas de experiência entre educadores, de realidades e áreas distintas da sua. Por isso, é desejável que o professor, tanto se mobilize para participar de eventos relevantes, quanto se organize para aprofundar seus conhecimentos em cursos destinados a isso.   

Preferentemente, o processo de formação deve ter como objetivo levar o professor a aprofundar conhecimentos tanto de sua área específica, quanto de outras áreas afins, bem como possibilitar-lhe refletir sobre a dinâmica escolar e a sua prática cotidiana.

Nesse processo, é importante observar que teoria e prática devem estar articuladas, trazendo significado à atuação docente e provocando entendimentos que resultarão em mudanças, tanto na postura, quanto nas ações pedagógicas.

A Base Nacional Comum Curricular, ao tratar do tema currículos, orienta que as instituições de ensino devem “criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores, bem como manter processos permanentes de formação docente que possibilitem contínuo aperfeiçoamento dos processos de ensino e aprendizagem”, bem como “ selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos para apoiar o processo de ensinar e aprender”. (BNCC – p. 17)

Entendemos, ser oportuno lembrar, que a escola, associações e/ou órgãos competentes podem e devem estar atentos ao aperfeiçoamento docente, pois há (ou deveria haver) uma relação  homóloga entre a formação do professor e as competências e habilidades que os alunos devem desenvolver. O que ocorre no processo de aprendizagem deve ser o reflexo do que acontece no processo de ensino. A experiência do professor ao aprender, será de grande valia e significado para ele no momento de ensinar. Assim, certamente, teoria e prática estarão em consonância; haverá coerência e os resultados desse processo serão visíveis e significativos, tanto para o professor, quanto para o aluno.

Fundamental, porém, é que o professor seja o maior interessado em se atualizar, em se aprofundar em temas que ainda não domina, em buscar seu crescimento intelectual, uma vez que a qualidade do trabalho que realiza, ou ainda a excelência no desempenho de suas funções está diretamente ligada à sua formação, quer seja a inicial, ou a contínua e permanente. O maior interessado em se qualificar e/ou se aperfeiçoar tem que ser o professor.

De acordo com a Profª Lilian K. Chimentão, “Sobre o professor em serviço também recaem algumas novas exigências. Mais do que nunca, o educador deve estar sempre atualizado e bem informado, não apenas em relação aos fatos e acontecimentos do mundo, mas, principalmente, em relação aos conhecimentos curriculares e pedagógicos e às novas tendências educacionais”. (O SIGNIFICADO DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOCENTE - in http://www.uel.br/eventos/conpef/conpef4/trabalhos/comunicacaooralartigo/artigocomoral2.pdf - consultado em 20/03/2019).

Escolas e educadores devem estar aliados na busca constante de melhor formação, com vistas a atingir melhores resultados.

No caso de escolas cristãs, entendemos que devem ser reconhecidas como exemplo de bom trabalho, enquanto seus professores devem ser “modelo” de profissionais que se esmeram na sublime tarefa de ensinar, pois ouvem e obedecem a voz do Senhor, que lhes promete: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob minhas vistas, te darei conselho” (Salmo 32.8).  

O educador cristão dever buscar o conhecimento e o entendimento (PV 2.6), para alcançar sabedoria. Precisa se capacitar, se atualizar, se munir de recursos e estratégias que, efetivamente, promovam uma Educação de Qualidade excelente. É necessário investir em sua formação, a fim de que esteja habilitado para desenvolver um trabalho eficiente e academicamente impecável. E assim ser Luz!

 

Profª Débora Bueno Muniz Oliveira

Segunda, 28 Janeiro 2019 19:59

Feliz e abençoado ano!

“Seja forte e corajoso, porque você conduzirá esse povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados, somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita, nem para a esquerda, para que você seja bem sucedido por onde quer que andar. Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem sucedido. Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. (Josué 1. 6 a 9)

Sermos fortes e corajosos! Essa é a recomendação de Deus para nós, escolas cristãs! O ser humano busca ampliar seus conhecimentos, e aplicar diferentes métodos de aprendizagem. Nessa caminhada, o processo educacional se aprimora e evidencia conquistas. Por outro lado, a sociedade tem momentos de crises, como aqueles em que há a perda de valores e os absolutos não são colocados como prioridade. Assim, precisamos estar muito firmes e fundamentados para decidir que legado intencionamos deixar aos nossos alunos, ou ainda, que alunos queremos oferecer para o mundo?

O alvo da proposta educacional das escolas cristãs deve ser que a formação escolar e acadêmica propicie ao aluno a capacidade de aprender a relacionar-se com Deus, com o próximo e com o mundo físico, estando apto a usufruir da instrução e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento da sociedade na qual está inserido. Nosso compromisso deve ser o de sempre oferecer educação de excelência, voltada para a formação de cidadãos com valores éticos e atitudes construtivas.

Para que nossa prática seja exitosa, é necessário que as mesmas atitudes exigidas de Josué sejam observadas também em nós, pois temos um compromisso, uma missão: conduzir os alunos!

Que, a exemplo de Josué:

  • sejamos fortes e corajosos (vocês conduzirão esse povo para herdar a terra);
  • tenhamos o cuidado de obedecer (não se desviem nem para a direita, nem para a esquerda);
  • não deixemos de falar as palavras do Livro da Lei e de meditar nelas (para cumprirmos fielmente tudo o que nele está escrito).

Agindo dessa forma, nossos caminhos prosperarão e seremos bem sucedidos.

Que o ano de 2019 seja, para nossas escolas, ano de bênçãos! Que as lutas e adversidades sejam vencidas pela fé, esperança e amor!
Débora Muniz